O operador de pontos de troca de tráfego DE-CIX organizou o Atlantic Convergence em Lisboa, entre 29 de setembro e 1 de outubro, reunindo mais de 700 responsáveis de tecnologia e infraestrutura digital de mais de 50 países. O encontro juntou operadores de cabos submarinos, data centers, fornecedores de cloud, interligação e cibersegurança em torno das exigências físicas da próxima fase da inteligência artificial.

A discussão sobre inteligência artificial tende a fixar-se em modelos e interfaces, mas a escala dos sistemas depende de nós de amarração de cabos de alta capacidade e latências controladas entre continentes. Sem essa malha física, a soberania digital e o processamento de grandes volumes de dados não saem do papel regulatório.

Para o ecossistema europeu, a fixação destes fluxos no Atlântico desloca o centro de gravidade da conectividade para fora dos eixos tradicionais do norte da Europa. A proximidade aos pontos de entrada de tráfego intercontinental dita quais as regiões capazes de atrair capacidade de computação intensiva antes que as rotas fiquem fechadas.