Mais de três quartos dos utilizadores portugueses de redes sociais já experimentaram ferramentas de inteligência artificial generativa. De acordo com a edição de 2026 do estudo Os Portugueses e as Redes Sociais, conduzido pela Marktest, 77% dos inquiridos afirmam ter usado estas soluções. A frequência reparte-se quase em partes iguais: 39% utilizam-nas com regularidade e 38% de forma ocasional, sendo que 22,5% recorrem à tecnologia especificamente para produzir conteúdos destinados às plataformas sociais.
O levantamento baseou-se em 802 entrevistas online a utilizadores residentes em Portugal Continental, com idades entre os 15 e os 64 anos, recolhidas entre 6 e 21 de julho de 2026.
A transição da novidade experimental para o consumo rotineiro coloca a pressão do lado de quem gere marcas e canais digitais. Quando quase um quarto dos utilizadores já publica materiais gerados ou assistidos por algoritmos, a linha entre autenticidade individual e automação de escala desfaz-se no feed.
Esta dispersão rápida de conteúdos sintéticos força uma mudança prática nas políticas editoriais e de moderação. A exigência de transparência deixa de ser uma discussão ética teórica e passa a critério operacional: plataformas e anunciantes terão de clarificar o que foi gerado por máquina se quiserem reter a confiança e a atenção de uma audiência que já domina os mesmos instrumentos.
Estudo oficial: https://www.marktest.com/wap/a/grp/p~96.aspx Fonte: https://marketeer.sapo.pt/77-dos-portugueses-nas-redes-sociais-ja-usam-ia-mas-ha-uma-regra-que-quase-todos-exigem/

