A AICEP compilou um novo retrato institucional do ecossistema português de startups, destacando Lisboa, Porto e Braga como os principais eixos tecnológicos e apontando a inteligência artificial como um dos setores com maior dinâmica de crescimento no país.

O mapeamento cruza dados públicos com diretórios de mercado, incluindo plataformas como o Seedtable e a IA Hoje, com o objetivo de catalogar empresas em atividade. No entanto, o próprio levantamento evidencia uma limitação prática deste tipo de agregadores: para determinar com precisão a sede operacional, o volume real de financiamento e o estado efetivo de cada operação, continua a ser necessária uma validação caso a caso.

Para quem investe, recruta ou constrói produto, a distinção entre diretórios comerciais e tração comprovada é determinante. A existência de listas extensas documenta o apetite de criação de empresas e a captação de talento no eixo Lisboa-Porto-Braga, mas a maturidade de um ecossistema mede-se pela densidade de capital alocado e por métricas auditáveis de faturação, e não apenas pelo número bruto de registos catalogados.

A consolidação deste levantamento institucional pela AICEP oferece uma base útil de partida. O passo seguinte para validar a competitividade nacional depende de transformar estes catálogos em dados sistematicamente auditados, permitindo aos decisores distinguir projetos em fase de escala daqueles que ainda não saíram da fase de anúncio.