Grandes bancos dos Estados Unidos estão a bloquear agentes de inteligência artificial de terceiros que tentam operar em contas de clientes e realizar transações, segundo uma reportagem da Reuters de 22 de outubro. A agência cita fontes próprias e uma investigação da Axios.
A Axios descreve relatos de ações que aparentavam ser independentes das instruções dos utilizadores. A Reuters acrescenta que alguns acessos ocorrem depois de o próprio cliente partilhar credenciais com um agente.
## Autorizações diferentes
O consentimento de uma pessoa para delegar uma tarefa não significa que a instituição aceite aquele mecanismo de acesso. Também não permite classificar todos os casos como acesso sem autorização do cliente.
A distinção aparece no caso do Morgan Stanley: uma fonte afirmou à Reuters que a instituição bloqueou agentes externos, mas não tinha observado casos de agentes rebeldes ou não autorizados. Outros responsáveis bancários descrevem restrições e preocupações com autenticação e controlo da experiência.
As reportagens não demonstram que todos os bancos tenham sofrido perdas nem que toda a utilização interna de IA esteja proibida.
## O interesse para produtos portugueses
Na leitura PTIA, o tema interessa às equipas que desenvolvem agentes para tarefas com consequências financeiras. Separar consulta, recomendação e execução ajuda a tornar explícitas as permissões e os pontos de confirmação.
Uma integração pode ser mais útil quando usa mecanismos admitidos pelo serviço e permite acompanhar as ações. Esta é uma leitura de desenho de produto, não uma alteração das regras portuguesas nem uma recomendação sobre a utilização de uma conta específica.

