O Continente iniciou a veiculação de anúncios no ChatGPT em Portugal, associando campanhas a pesquisas de utilizadores por soluções para o lar.
A movimentação marca a transição da inteligência artificial de espaço de consulta para montra de conversão no retalho nacional. Quando um assistente conversacional sugere produtos no momento exato em que o utilizador resolve um problema doméstico, a fronteira entre recomendação neutra e espaço pago torna-se o novo terreno de disputa comercial.
Para as marcas de grande consumo, o inventário tradicional de motores de busca assentava em palavras-chave previsíveis e páginas de resultados estáticas. No modelo conversacional, a publicidade compete diretamente com a resposta gerada, o que obriga a calibrar a pertinência da mensagem para não quebrar a utilidade percebida do diálogo.
A experiência do Continente abre assim uma frente prática de validação para as equipas de marketing: medir se a intenção de compra captada numa conversa fluida converte com custos de aquisição competitivos face ao retalho digital habitual.

