A Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa organiza um ciclo de debate interdisciplinar dedicado ao papel e aos limites éticos da inteligência artificial no ensino superior e no exercício da advocacia.
A discussão jurídica em torno destes modelos costuma concentrar-se na regulação futura, mas a pressão imediata acontece na formação de base. Quando faculdades e profissões reguladas começam a rever métodos de avaliação e produção documental, a questão deixa de ser se os estudantes usam ferramentas generativas: passa a ser a definição de quais competências técnicas mantêm valor autónomo quando a pesquisa jurisprudencial e a primeira versão de uma peça processual ficam automatizadas.
O debate ganha peso num momento em que outras entidades públicas testam soluções operacionais semelhantes, como a GNR na atividade policial em Gaia. Em setores onde o rigor probatório e a fundamentação são vinculativos, a validação humana das respostas algorítmicas torna-se o verdadeiro filtro de responsabilidade civil e disciplinar.

