A Resolução do Conselho de Ministros n.º 178/2026 aprovou o avanço da segunda fase do projeto AMALIA até ao final de 2026. Financiada pelo PRR, a nova etapa mantém o foco no treino do modelo em português europeu e acrescenta o desenvolvimento de ferramentas de agentificação, além de casos de uso práticos de voz e imagem orientados à administração pública.

A transição formaliza a passagem de uma experiência de investigação para uma infraestrutura de suporte ao Estado. Ao associar a soberania linguística e a salvaguarda de património a requisitos estritos de segurança, o diploma fixa o modelo como peça operacional do setor público em vez de mero demonstrador académico.

O teste desta segunda fase reside no salto da geração de texto para a agentificação em processos administrativos. Integrar modelos em fluxos que despacham, validam ou interagem com cidadãos exige níveis de fiabilidade muito superiores aos de um assistente de conversação comum.

Se o projeto conseguir provar eficácia nestes serviços até 2026, estabelece uma base técnica auditável dentro da administração pública, reduzindo a dependência externa na modernização dos serviços essenciais sem comprometer os dados sob tutela pública.