Responsáveis da Hitit defenderam a modernização gradual dos sistemas das companhias aéreas numa entrevista à Euronews, publicada a 21 de outubro e realizada no World Aviation Festival, em Lisboa. Nevra Onursal Karaağaç e Aras Kubilay destacaram a necessidade de preservar a continuidade do serviço e de estabelecer objetivos claros para a utilização de inteligência artificial.
A Hitit fornece tecnologia à aviação. A entrevista apresenta, portanto, a perspetiva de uma empresa do setor com interesse comercial na transformação digital, não uma posição de todas as companhias ou das autoridades de segurança.
## Integrar sem interromper
O interesse para a PTIA está na dificuldade de mudar um sistema enquanto continua a servir pessoas. Uma integração pode ser tecnicamente convincente e, ainda assim, não estar preparada para uma operação real.
Uma abordagem útil é começar por uma tarefa delimitada e estabelecer como será avaliada. Num serviço de apoio à gestão de perturbações, por exemplo, importa observar se a informação chega a tempo, que erros produz e quando deve ser confirmada por uma pessoa. Estes são critérios editoriais de avaliação, não resultados medidos na entrevista.
## Uma aprendizagem para Portugal
Companhias aéreas, aeroportos e fornecedores portugueses podem reconhecer este desafio. O mesmo raciocínio interessa a outros serviços que funcionam continuamente e onde uma alteração afeta clientes e equipas em simultâneo.
O relato não anuncia pilotagem autónoma, novas obrigações legais ou uma implementação numa empresa portuguesa. Mostra uma discussão sobre a forma de integrar IA no trabalho operacional. O valor de cada projeto terá de ser acompanhado no serviço prestado, sem confundir a ambição tecnológica com uma melhoria já comprovada.

