A consultora Gartner prevê que o investimento mundial em Infraestrutura como Serviço (IaaS) otimizada para Inteligência Artificial cresça 96% durante o ano de 2026. Segundo a análise, esta aceleração decorre da migração em massa de cargas de trabalho empresariais para treino e inferência de modelos gerativos.

O número indica uma mudança clara na afetação de recursos: a IA está a transitar de testes isolados para a infraestrutura base das empresas. O orçamento deixa de ser canalizado apenas para licenciamento de software e passa a financiar a capacidade computacional subjacente necessária para manter os modelos operacionais.

Com a passagem da fase de experimentação para a utilização diária em produção, a despesa em computação transforma-se num encargo fixo de escala. A eficiência no consumo e na gestão desta infraestrutura passa a determinar se os ganhos operacionais da IA compensam, na prática, o custo de a manter a funcionar.