A Libax, empresa portuguesa de software fundada em 2010 para mediadores de seguros, integrou o ChatGPT e o Claude via Model Context Protocol (MCP) no seu sistema de gestão. Em vez de navegar manualmente pela aplicação, os mediadores passam a poder fazer perguntas em linguagem natural sobre clientes; por exemplo, identificar clientes que fazem anos numa semana específica, verificar consentimentos RGPD, identificar valores em atraso ou gerar comunicações personalizadas. A integração também permite cruzar dados da Libax com documentos internos, procedimentos, Excel, email e calendário. O CEO Hugo Gonçalves confirma cerca de 600 sistemas em utilização e 7.500 utilizadores diários; a empresa faturou mais de 450 mil euros em 2025, em modelo SaaS puro (sem aquisição de servidor, pago por plano/funcionalidades). Atualizações semanais estão previstas para expandir as funcionalidades da versão inicial, que acede sobretudo a informação de perfil de cliente.
É um caso real e mensurável de IA aplicada (via MCP, o mesmo protocolo por trás das integrações mais faladas do setor) num setor tradicional português, seguros, com números concretos de escala (600 sistemas, 7.500 utilizadores diários) em vez da promessa habitual sem clientes reais.

