A Microsoft anunciou a 26 de outubro uma nova proposta de saída voluntária, denominada Voluntary Exit Offer. O programa destina-se a trabalhadores elegíveis, até ao nível 70 inclusive, de organizações participantes nos Estados Unidos, Canadá, Índia e Reino Unido.
A CNBC estima que cerca de 60 mil pessoas possam ser elegíveis, citando uma fonte conhecedora do processo. A comunicação oficial da Microsoft não publica esse total e salienta que algumas equipas participam e outras não.
## Elegibilidade não é adesão
O número não corresponde a despedimentos nem a saídas já aceites. Segundo a reportagem, os trabalhadores terão de decidir no início de dezembro, com saída prevista para 31 de dezembro no caso dos participantes. Portugal não aparece na lista de países do anúncio.
A CNBC relaciona a proposta com a procura de eficiência e o aumento do investimento em centros de dados para IA. O contexto não permite concluir que todas as funções abrangidas serão automatizadas ou que existe uma substituição direta de cada pessoa por software.
## O que acompanhar
Na leitura PTIA, o relato interessa pela articulação entre capital tecnológico e organização do trabalho. As empresas precisam de decidir onde investir e que competências devem manter enquanto alteram os seus produtos e processos.
O alcance efetivo dependerá das adesões e das decisões posteriores sobre as equipas. Esses dados serão mais úteis para avaliar a transformação do que tratar a dimensão da população elegível como um corte já realizado.
Fontes: https://www.cnbc.com/2026/10/26/microsoft-msft-voluntary-buyouts.html https://blogs.microsoft.com/blog/2026/10/26/introducing-a-voluntary-exit-offer/

