Representantes das Forças Armadas, do setor industrial e da academia reuniram-se numa iniciativa conjunta do Jornal de Negócios e do canal NOW para debater a aplicação da inteligência artificial nas operações de defesa e segurança em Portugal.
A presença simultânea do meio militar, do tecido empresarial e dos centros de investigação coloca o debate num plano diferente da simples adoção de software. A inteligência artificial na defesa deixa de ser vista apenas como uma ferramenta operacional de teatro de operações para passar a ser tratada como um vetor de política industrial e de transferência de tecnologia.
O teste prático desta aproximação reside na capacidade de transformar requisitos de segurança nacional em encomendas à indústria local e em projetos de investigação aplicada. Se a articulação entre os três setores não resultar em mecanismos céleres de contratação e testes de novos sistemas, o conhecimento gerado na academia arrisca-se a sair do país em vez de reforçar a autonomia tecnológica nacional.
A transição do debate para a execução depende agora da existência de programas concretos de aquisição e co-desenvolvimento que permitam às empresas portuguesas testar e validar soluções em ambiente operacional.

