A OpenAI apresentou no DevDay 2026 os dots, agentes de inteligência artificial desenhados para operar de forma contínua em máquinas virtuais dedicadas na nuvem. A nova camada de software funciona 24 horas por dia, integra-se de raiz com Slack, Teams e ChatGPT, e conecta-se a mais de quatro mil aplicações externas através de plugins.

A mudança técnica central está na substituição do ciclo tradicional de pergunta e resposta por um ambiente persistente de execução. Ao atribuir computação própria e acesso a ferramentas a cada agente, a OpenAI procura transformar o modelo de linguagem num operador funcional de sistemas corporativos, disputando diretamente o espaço de trabalho digital com a Meta e a Anthropic.

Para as organizações, a relevância do anúncio reside menos na autonomia declarada e mais na arquitetura de permissões que ela exige. Um agente com sessão contínua numa máquina virtual e ligação direta a canais internos passa a ter os mesmos privilégios operacionais de um colaborador humano, o que desloca o esforço de engenharia da criação de prompts para a auditoria de acessos e a monitorização de tarefas não supervisionadas.

A validação desta abordagem dependerá agora do controlo de erros em processos com múltiplas etapas consecutivas, onde falhas em cascata no software corporativo acarretam custos imediatos.