A Quartz captou 2,75 milhões de libras numa ronda pre-seed liderada pela Daphni, com a participação da Outward VC e da K Fund. A fintech, fundada por profissionais portugueses com passagens pela Revolut e N26, está a desenvolver uma plataforma de gestão de património assente no agente Charlie, mantendo a operação técnica repartida entre Portugal e Espanha.
O movimento da Quartz não procura reinventar o aconselhamento financeiro tradicional a partir do zero, mas antes automatizar a triagem e o acompanhamento patrimonial através de agentes dedicados, reduzindo o custo operacional que historicamente afastava os pequenos e médios investidores deste tipo de serviço.
Ao ancorar as operações de engenharia e tecnologia na Península Ibérica enquanto disputa capital e clientes em mercados mais maduros, a Quartz valida um modelo recorrente de equipas saídas de neobancos europeus: combinar a experiência de escala regulada e produto rápido com uma base técnica local de custo competitivo.
O desafio central para a empresa não reside na sofisticação da linguagem do agente, mas na capacidade de Charlie lidar com conformidade regulatória estrita e decisões de custódia patrimonial sem margem para alucinações técnicas.

