Cerca de 23% das competências profissionais atuais em Portugal enfrentam risco iminente de obsolescência devido ao avanço da inteligência artificial, colocando pressão direta sobre os trabalhadores e as estruturas corporativas de formação.

O número expõe um desfasamento operacional: o ciclo tradicional de formação anual deixou de coincidir com a velocidade de depreciação do trabalho técnico e administrativo. Quando quase um quarto das capacidades de uma equipa perde validade no curto prazo, a formação interna deixa de ser um benefício acessório e passa a critério direto de solvência operacional.

Para as lideranças e departamentos de recursos humanos, a resposta não passa por sessões teóricas alargadas. A perda de valor destas competências exige desenhar percursos curtos de reconversão aplicados aos processos diários das empresas, sob pena de reter talento tecnicamente estagnado perante concorrentes que integram novas ferramentas com maior velocidade.