A Samsung anunciou a 9 de junho um plano de transformação que levará a inteligência artificial a todas as suas funções de negócio, formalizando a adoção de serviços externos de IA generativa como o ChatGPT, Gemini e Claude nas suas afiliadas. A iniciativa abrange todo o grupo, sinalizando uma integração transversal destas ferramentas.
Este movimento da Samsung sublinha uma tendência que vai além da simples inovação tecnológica. A verdadeira corrida, neste momento, não se trava apenas na capacidade dos modelos de IA, mas na sua distribuição. Quando a inteligência artificial se torna uma camada natural e invisível nos produtos e ferramentas que milhões de equipas já usam diariamente – seja na pesquisa, no vídeo ou nas plataformas de trabalho –, a concorrência deixa de ser puramente técnica. Passa a ser uma disputa pelo hábito, pelo controlo do ponto de entrada do utilizador.
A Google, por exemplo, não precisa apenas de ter os melhores modelos; precisa de os tornar a interface padrão nos produtos que as empresas já usam. A Samsung, ao integrar estas capacidades externas diretamente nas suas operações, está a reconhecer que a vantagem competitiva não reside apenas em desenvolver a IA internamente, mas em torná-la indispensável, sem exigir uma nova rotina. Quem conseguir consolidar a IA dentro dos fluxos de trabalho existentes, sem fricção, será quem verdadeiramente dominará a próxima fase da produtividade.

