Luís Dinis, diretor de Strategy & Program Delivery Portugal da Tabaqueira, afirmou que a inteligência artificial (IA) é um "agente de mudança estrutural". A declaração, proferida na Cimeira da Indústria, sublinha o potencial da tecnologia para otimizar processos e gerar valor real para empresas e cidadãos.
Quando um líder de uma empresa com um modelo de negócio tradicional e regulado, como a Tabaqueira, se posiciona publicamente sobre a IA, a discussão desloca-se. Já não é sobre a mera otimização incremental de processos existentes, mas sobre a redefinição da própria lógica de criação de valor.
Este posicionamento sugere uma maturidade crescente na perceção da IA em Portugal. A questão deixa de ser puramente conceptual ou de custo para se focar na aplicação estratégica. O desafio principal não reside na inovação tecnológica em si, mas na capacidade de a integrar em modelos de negócio estabelecidos e, crucialmente, de medir o retorno.
Para decisores, _founders_ e profissionais, a implicação é clara: a inação ou a subestimação desta mudança pode rapidamente transformar uma posição de mercado consolidada numa vulnerabilidade. A pergunta não é "devemos usar IA?", mas "onde podemos redesenhar a nossa proposta de valor com IA?", focando-se na capacidade de construir equipas aptas a redesenhar fluxos de trabalho e a quantificar o impacto financeiro.

