Cinco dos principais centros nacionais de ciências marinhas juntaram-se para propor a integração de Inteligência Artificial e gémeos digitais na monitorização e gestão do ecossistema marítimo em Portugal.

A convergência da comunidade científica em torno desta agenda aponta para um desafio que vai além da investigação: a transição de modelos concetuais para infraestruturas de dados operacionais. A utilidade de um gémeo digital do oceano não reside no algoritmo em si, mas na capacidade de alimentar esses sistemas com dados contínuos e integrá-los nas decisões de autoridades portuárias, pescas e planeamento do espaço marítimo.

Sem uma ligação direta entre esta proposta e a operação diária das empresas e organismos públicos do setor, a tecnologia corre o risco de ficar circunscrita a projetos de laboratório. A métrica de sucesso desta aliança dependerá de transformar a recolha de dados científicos em capacidade de execução para quem gere os recursos marítimos no terreno.