A DigestAID, spin-off da Universidade do Porto focada em inteligência artificial para gastroenterologia, prepara um acordo com investidores da Arábia Saudita para representação e comercialização no mercado local e expansão na região do Golfo.

O movimento surge na sequência da validação regulatória obtida junto da FDA nos Estados Unidos, que abriu a porta à exploração de novos canais de distribuição internacional para a tecnologia desenvolvida em Portugal.

A transição entre a validação clínica e a implementação em ambiente hospitalar costuma falhar nos canais de venda. Ao procurar parceiros de capital locais para assumir a representação, a empresa reduz o atrito comercial num mercado com forte investimento em modernização médica, mas de acesso complexo para operadores externos.

Para a tecnologia médica desenvolvida na academia nacional, o desafio seguinte deixa de ser a precisão do algoritmo e passa a ser a capacidade de assegurar contratos de utilização contínua em redes clínicas internacionais.