A Casa Branca adiou a assinatura de uma Ordem Executiva que estabeleceria um processo voluntário de revisão de modelos de inteligência artificial antes do seu lançamento. O Presidente Donald Trump afirmou ter atrasado a assinatura por “não gostar de certos aspetos” da ordem, temendo que pudesse “atrapalhar” a liderança dos EUA na área, numa altura em que se preparava para assinar o documento, já adiado várias vezes.

A proposta incluía um acordo voluntário para que empresas de IA partilhassem modelos avançados com o governo para avaliação, com prazos de revisão que poderiam ir até 90 dias – um ponto de discórdia com a indústria, que preferia períodos mais curtos, como 14 dias. Estas revisões visavam identificar vulnerabilidades de segurança cibernética em modelos não lançados, num contexto em que especialistas alertam para o potencial da IA em amplificar ciberataques. A medida surge após a Anthropic ter revelado o seu modelo Mythos, capaz de explorar vulnerabilidades cibernéticas a uma velocidade sem precedentes, embora sem o ter disponibilizado publicamente.

Para quem decide, constrói e investe, o adiamento sublinha a tensão entre inovação e regulação. A questão não é se o governo americano vai ou não regular, mas sim que tipo de prova de segurança e responsabilidade as empresas de IA estarão preparadas para apresentar, voluntária ou compulsoriamente, e como isso se traduz em custos, riscos e prazos para a adoção da tecnologia. O regulador publicou a orientação. Para empresas que compram ou integram IA, isto muda menos a promessa e mais a pergunta de procurement: ?