A Gartner identificou a IA Agente e a IA Física como tendências tecnológicas cruciais para a cadeia de abastecimento até 2026. Estas tecnologias, que procuram reforçar a autonomia, especialização e confiança, visam melhorar a eficiência operacional, a segurança e a adaptabilidade nos setores da manufatura, armazenagem e transporte.
O relatório da Gartner sublinha as áreas onde a inteligência artificial terá maior impacto na cadeia de abastecimento, oferecendo insights para empresas e profissionais que procuram otimizar as suas operações. A adoção da IA Agente e da IA Física pode traduzir-se em ganhos significativos de produtividade e resiliência.
O que emerge deste foco da Gartner não é apenas a sofisticação da tecnologia, mas a sua integração profunda em processos antes dependentes de intervenção humana intensiva. A IA Agente, com a sua capacidade de operar de forma autónoma e adaptativa, e a IA Física, que permite a robótica avançada e sistemas ciber-físicos, marcam uma transição. Não se trata apenas de automatizar tarefas, mas de delegar decisões e ações complexas a sistemas inteligentes. O desafio, para os decisores, não é apenas implementar estas ferramentas, mas repensar toda a arquitetura de decisão e controlo, para que a autonomia não se torne um risco, mas uma alavanca de competitividade. A pergunta que se impõe é: como se preparam as equipas para gerir e colaborar com sistemas que pensam e agem com crescente independência?
