Lisboa consolidou a sua posição entre os dez ecossistemas de startups europeus com maior crescimento. Este avanço é impulsionado por uma nova geração de empresas e unicórnios, com particular destaque para as que operam na área da Inteligência Artificial, conforme revelado por dados recentes.
Esta subida não é um mero indicador de volume; é um testemunho da capacidade de atração e de retenção de talento e capital que a capital portuguesa tem demonstrado. Mais do que o número de startups, importa o seu tipo: a presença forte de empresas de IA sugere uma maturação do ecossistema para áreas de elevado valor acrescentado e de complexidade tecnológica.
O desafio, e a oportunidade, reside agora em capitalizar este momentum. Não basta celebrar a posição alcançada; é preciso entender o que a mantém e como a podemos alavancar. A questão não é apenas "como atrair mais startups de IA?", mas "como garantir que as startups de IA que aqui nascem ou se instalam encontram as condições para escalar globalmente, em vez de serem meros hubs de desenvolvimento para mercados externos?".
Isto implica um foco deliberado na criação de um pipeline de talento especializado, na simplificação de processos regulatórios para spin-offs universitárias e na ligação efetiva entre o capital de risco e projetos com potencial de disrupção. A competitividade de Lisboa, e por extensão de Portugal, no xadrez global da IA, dependerá menos da sua posição num ranking anual e mais da sua capacidade de transformar este crescimento numa vantagem estrutural e sustentável.

