A MC Sonae vai investir 500 mil euros na capacitação de quatro mil colaboradores em inteligência artificial. O programa foca-se na integração prática de ferramentas em operações diárias como reuniões, síntese documental, automatização de pesquisas e validação de inventários no retalho.
Trata-se de um dos maiores investimentos corporativos diretos em literacia e engenharia de IA aplicada anunciados no tecido empresarial em Portugal. O objetivo declarado pela empresa passa por libertar tempo operacional para tarefas que exigem conhecimento especializado e julgamento humano.
O valor do anúncio reside no custo por posto de trabalho: 125 euros por colaborador. O montante afasta a ideia de que a adoção de IA exige investimentos milionários em software à medida, mostrando que o gargalo imediato nas grandes organizações está na literacia de quem já opera o negócio.
Ao colocar o foco em processos rotineiros e inventário, a MC assume a IA como competência de base e não como projeto isolado de inovação. A utilidade deste movimento mede-se agora pela rapidez com que estes quatro mil trabalhadores convertem horas poupadas em processos logísticos mais ágeis.

