Nova Iorque aprovou uma nova legislação que obriga à divulgação clara sempre que anúncios utilizarem pessoas geradas por inteligência artificial. O incumprimento desta regra implicará multas progressivas.

Esta medida converte a IA generativa num risco operacional direto para o marketing. As equipas de marca, os departamentos jurídicos e os responsáveis pela performance passam a ter de implementar controlos rigorosos antes de lançarem qualquer campanha.

O detalhe importante não reside apenas na necessidade de compliance, mas na redefinição do valor humano percebido na publicidade. Quando a autenticidade se torna um elemento que exige uma declaração legal, a vantagem competitiva de uma marca pode deslocar-se para a transparência e para a capacidade de justificar o uso de imagens reais ou sintéticas. A questão deixa de ser apenas a eficácia da ferramenta, e passa a ser a confiança que o público deposita na origem da mensagem. Assumir que o público não distingue o real do gerado pode ser um erro estratégico, e esta lei é um primeiro passo para testar essa premissa no mercado.

Mais do que uma barreira, esta regulamentação abre a porta a uma nova forma de criatividade e posicionamento. Marcas que consigam integrar a IA de forma ética e transparente, ou que optem por reforçar a sua aposta na autenticidade humana, poderão ganhar um novo tipo de capital de marca. O desafio agora é transformar o requisito de divulgação numa oportunidade de comunicação, mostrando como a tecnologia pode servir a criatividade sem comprometer a confiança do consumidor.