Num discurso sobre governação multilateral da IA, a presidência da Assembleia Geral das Nações Unidas defendeu que os governos não podem ficar à margem enquanto a tecnologia evolui rapidamente. O apelo centra-se em acesso equitativo, padrões comuns, salvaguardas para quem tem menos capacidade de influência e cooperação internacional para evitar que a divisão digital se transforme numa divisão de IA.

A discussão deixa de ser apenas tecnológica e passa a ser uma questão de soberania, desenvolvimento e representação. Para a UE e Portugal, reforça a necessidade de participar na definição de normas globais, em vez de apenas importar modelos, infraestruturas e regras feitas por outros.