Um estudo da Gallup International Association, conduzido em Portugal pela Intercampus, revela que 51% dos inquiridos portugueses receiam que a Inteligência Artificial (IA) substitua o seu emprego. Este valor contrasta significativamente com a média de 27% registada na Europa Ocidental.
Este dado, mais do que um número, sublinha a velocidade com que a IA está a deixar os laboratórios para influenciar decisões e processos. Existe um entusiasmo genuíno em torno da tecnologia, mas também uma questão incómoda: quem está de facto preparado para a usar com ambição, critério e responsabilidade?
O receio laboral dos portugueses face à IA, quase o dobro da média europeia, é um fator que irá condicionar a sua adoção. De um lado, temos o entusiasmo pelas capacidades tecnológicas; do outro, uma ansiedade palpável sobre o futuro do trabalho. O desafio agora é distinguir a promessa da capacidade real: perceber quem já pode aplicar a IA, que barreiras persistem, e que organizações em Portugal terão a coragem de transformar esta novidade numa vantagem competitiva.

