O Conselho Nacional da Educação defende a introdução da literacia em Inteligência Artificial nos currículos escolares desde os primeiros ciclos. A proposta quer integrar a IA de forma progressiva como ferramenta para reforçar leitura, escrita e numeracia.

O relato parece escolar. Não é só escolar.

Se a IA entra no currículo apenas como instrumento de apoio, Portugal forma utilizadores melhores. Isso é útil, mas insuficiente. A decisão de fundo está em ensinar os alunos a perceber como estes sistemas funcionam, onde falham, que dados usam e como podem ser criados.

Sem essa camada, a escola prepara consumidores de IA. Com ela, pode começar a preparar construtores, professores mais exigentes e alunos capazes de olhar para a tecnologia sem reverência automática.

A competitividade não nasce de pôr ferramentas novas na sala de aula. Nasce quando a escola ensina a desmontá-las.